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sábado, 12 de novembro de 2011

Acidentes áerios por causa dos inúmeros voos no país

Com a economia forte mais pessoas conseguem adquirir bens que até então era um sonho, exemplo disso: carros. Mas, enquanto a nova classe média compra carros, os ricos compram ou locam aviões para realizarem viagens longas e fugir do caótico trânsito das cidades e das rodovias.
O sonho de voar sempre perseguiu os extintos humanos. Por isso, Santos Dumont se debruçou tanto em cálculos e testes pela invenção. Porém morreu de desconto quando viu o invento transformar-se em arma de morte nas guerras.
Acidente no Goiãnia II assustou moradores
Para quem não consegue locar um avião para longas viagens, pois as horas de voos são caras, consegue por meio de empresas comerciais fazer os chamados voos panorâmicos, ao custo de R$50. Entretanto, o problema está aí, porque tanto os helicópteros que dão voltas de poucos minutos, quanto as aeronaves de pequeno porte, que realizam viagens de muitos quilômetros não garantem a segurança adequada. Prova disso, são os inúmeros acidentes que acontece sempre. São portas que se soltam no ar, ou os próprios aviões que despencam sobre as residências.
Não faz muito tempo, um avião monomotor prefixo PT-RBT saiu do Aeroporto Santa Genoveva e caiu no Goiânia II. A aeronave atingiu um barracão e quase matou duas crianças e uma jovem que estavam numa piscina, próxima ao local do acidente.
Essas aeronaves ao que parece não passam por revisões mecânicas. Fora isso, há também o fator piloto, que muitas vezes não são preparados adequadamente para manobrar a máquina. Sem contar, a segurança nos pequenos aeroportos que existem no interior. Fato consumado, quando um homem conseguiu roubar um avião monomotor, de prefixo PT-VFI, no aeroclube de Luziânia-GO, e se jogar no estacionamento do Flamboyant, com a filha, de 5 anos.
O que acontece aqui em Goiás e no Brasil? Não há fiscalizações e nem punições para os casos de acidentes com aviões? Qualquer pessoa pode sair pilotando por aí? Parece que sim. Em 2006, um norte-americano veio fazer voos nos céus brasileiros. Até aí nada de novidade. Porém, o Legacy estava com o equipamento anticolisão desligado. Resultado, se chocou num Boing 737 da companhia Gol, provocando a morte de nada mais, nada menos que 154 pessoas. 

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Acidente de trânsito: já aconteceu comigo

Episódio trágico na GO-070
Por Nielton Santos

Era domingo, 9 de julho de 2006, por volta das 21h, estamos voltando de uma festa na cidade de Araçu para casa, em Aparecida de Goiânia. Eu e quatro amigos num carro. Tínhamos bebido, mas quem veio dirigido não consumia bebida alcoólica, porém, não tinha experiência em dirigir em estradas inter-estadual como uma GO, a 070 que liga Inhumas a Goiânia. Aquela rodovia foi palco de uma tragédia que iria marcar as nossas vidas para sempre.

Ao entrar na GO 070, o nosso amigo não observou que vinha um caminhão de carga. Não sei explicar como aconteceu, foi de repente o choque entre os veículos. O caminhão pegou o nosso carro de “cheio”. Somente eu e outro, dos cinco rapazes que estavam dentro do veículo, fomos resgatados vivos. Os que acompanharam aquele acidente tinham a convicção que nos dois também iríamos morrer ou ficar com sequelas gravíssimas.

Morreram um amigo de infância que era como um irmão e dois primos recém-chegados do Tocantins. O outro sobrevivente ficou internado e passou por cirurgias, pois tinha quebrado algumas costelas. Eu fiquei na UTI em coma e internado no hospital por 29 dias. Passei por uma cirurgia, porque tinha alguns órgãos comprometidos.

Antes do acidente, eu estava trabalhando, cursando administração de empresas e estudando inglês. Estava namorando. Falo muitas vezes que, não só eu, como os outros quatro, estávamos no auge da vida. Com idades entre 20 e 21 anos.

Após o acidente tive que ficar um período na minha casa para recuperar. Estava impossibilitado de falar. Às vezes, pensava que a minha voz não ia mais voltar. Perdi meu emprego e minha namorada. Mas, recebi a ajuda de muitos outros amigos. Os colegas da faculdade e vizinhos.

Consegui superar muito rapidamente. Aos poucos e com dificuldades comecei a falar novamente. Após pouco menos de dois meses, retornei para a rotina da faculdade. Atualmente, eu e o outro sobrevivente vivemos bem nossas vidas. Depois de muitos obstáculos vencidos, conclui a graduação, estou empregado, sou pai de duas crianças de quatro meses e estou com 26 anos.

Cinco anos se passaram, no entanto fica a saudade de tudo que passei junto dos meus amigos que foram vítimas desse terrível episódio. Somente quem já perdeu pessoas em acidentes consegue entender a dor que fica guardada lá no fundo do peito da gente.

Relato do Administrador de empresas, Erik Vinicius Souza Santos.
Todos amigos do blogueiro que vos escreve.
Se você quiser seu relato aqui escreva para SANTOS.NIELTON@GMAIL.COM